O Sabor da Poesia

XLII
LUTO
nasci do silêncio pesado
como duas grutas. prometeu
vibrou no ferro e mordeu
a própria face. não tenho
rosto que me proteja perante
o olhar inquisidor do luto.
não sei amar nem sei morrer.
sou diversos corpos numa gruta
dividida em lagos transparentes.
Jorge Vicente
Fiquei muito satisfeito quando vi a sua inscrição. Espero que também lhe
agradem esses momentos de confraternização que decerto iremos ter
oportunidade de viver.
Bom fim de semana
Um abraço.