O Sabor da Poesia

II
sê o sangue que me faz cair
num extenso rio branco:
a limpidez da água misturada
com a ferida aberta. a rosa.
dança até que a flor se despeça
dos teus olhos. e brinca-me.
todo o meu amor por ti nasce do
poema e adormece sem pronunciar
a semente. uma sereia cria-te
ao redor do teu corpo. a rosa
no caule dos teus cabelos fere
as minhas palavras. o verso.
Jorge Vicente
Arde-me um pulmão inteiro do lado do coração
Morde-me a boca toda aberta na raíz do corpo
Ouve-me o grito onde deixas perder a tua mão
Respira-me por dentro quando apagares o fogo